PALAVRA DE BOAS VINDAS e apresentação


Olá! Bem vindos ao meu blog. Sou a psicóloga Rozangela Justino, CRP 05/4917, especialista nas áreas clínica e escolar/educacional, pós-graduada em psicodrama e psicopedagogia, treinada em EMDR I e II, pelo EMDR Institute Inc. Também cursei a especialização em Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência Doméstica, na PUC - Rio de Janeiro. Neste blog, postarei textos que tenham algo a ver com a minha profissão. Portanto, se você se interessa pela Psicologia, leia os posts e lembre-se de deixar seus comentários. Estou certa de que trocaremos boas idéias neste espaço.
Meu e-mail: rozangelajustino@gmail.com






















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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Desabafo do Psicólogo Gilberto Lúcio da Silva contra CFP!

Desabafo do Psicólogo Gilberto Lúcio da Silva contra a prepotência do Conselho Federal de Psicologia. Os profissionais estão começando a despertar!

"O Estado brasileiro é laico e democrático, mas não é ateu. As soluções de promoção de saúde, recuperação e ressocialização do usuário de álcool e outras drogas que fazem uso da dimensão espiritual têm legitimidade em um meio social onde a religiosidade é uma forma de estar e viver no mundo. A espiritualidade, religiosa ou não, salva vidas. Não se trata em absoluto de imposição de crença, mas de oportunizar o que faz sim sentido, e muito, para milhares de pessoas que conseguiram reorganizar sua vida sem o abuso e a dependência de drogas. Em nome de que materialismo o CFP generaliza como sendo uma “imposição” todas as práticas que manejam com maestria a potencialidade de recuperação do bom uso da dimensão espiritual? Quem elegeu o CFP como fiscal da moral e da religiosidade da população brasileira, para que venha agora, do alto da sua “ciência” fazer proselitismo ideológico anti-religioso?"

Qual a política por trás das 13 (des)razões do Conselho Federal de Psicologia ao alegar defender a inclusão social de usuários de crack, álcool e outras drogas?

Gilberto Lucio da Silva é  Analista Ministerial em Psicologia. Ministério Público de Pernambuco.


Qual a política por trás das 13 (des)razões do Conselho Federal de Psicologia ao alegar defender a inclusão social de usuários de crack, álcool e outras drogas? Gilberto Lucio da Silva1 1 Analista Ministerial em Psicologia. Ministério Público de Pernambuco.

1.
Optando por elencar exatos 13 pontos para sua argumentação (Por que não 14?), o CFP alega defender o Sistema Único de Saúde (SUS), e considera o conjunto das precariedades existentes como um dos maiores patrimônios nacionais. Embora inicialmente pensado como construção coletiva para cuidar da saúde da população brasileira, o que de fato se verifica no SUS que temos é a inadequação de equipamentos na maioria dos contextos que exigem atenção à saúde mental. Talvez fizesse bem aos conselheiros gastar parte dos recursos da categoria profissional inspecionando a rede (em muitos casos, evidentemente sucateada) que hipoteticamente deveria garantir ações de promoção, prevenção e tratamento de saúde, inclusive, mas não apenas, para a política de atenção aos agravos relacionados ao álcool e outras drogas. Hostilizar a rede de saúde privada, esperando que a população aguarde pelas benesses estatais que de fato nunca vêm, é discurso já bem representado por outras entidades na vida política do país.

2.
Estranhamente, ao alegar defender os princípios e diretrizes do SUS, o CFP prefere destacar apenas o princípio organizativo da Participação, do qual apresenta uma nova interpretação. Na versão do CFP este princípio garante o direito do usuário de ser esclarecido sobre a sua saúde, de intervir em seu próprio tratamento e de ser considerado em suas necessidades, em função de sua subjetividade, crenças, valores, contexto e preferências. Isto é uma inovação, pois o princípio é especificamente voltado a garantir o exercício do controle social. Sobretudo, cabe questionar como priorizar aquele princípio em face dos princípios doutrinários da Universalidade de Acesso – a possibilidade de atenção a saúde de todos os brasileiros, conforme a necessidade, da Integralidade de Assistência – o direito ao atendimento em qualquer situação de risco ou agravo, e da Eqüidade – que nos lembra que o que determina o tipo e a prioridade para o atendimento é a necessidade das pessoas e o grau de complexidade da doença ou agravo. Mais ainda, o que dizer de outro princípio organizativo esquecido, o da Resolutividade, que diz da capacidade de dar uma solução aos problemas do usuário do serviço de saúde de forma adequada, no local mais próximo de sua residência ou encaminhando-o aonde suas necessidades possam ser atendidas conforme o nível de complexidade? Por que, afinal, um princípio é considerado pelo CFP como sendo superior (em seus termos: "especial") diante dos demais? Esperar que a participação esclarecida do usuário – algo diverso do conceito de participação previsto no SUS – determinasse a intervenção em saúde é tentar priorizar a isenção em princípio, deixando a carga da decisão e a responsabilidade pelo resultado para o paciente. Alega-se defender a subjetividade para evitar tomar posição ética diante de crenças, valores, contextos e preferências que seduzem e reduzem o homem a condições subumanas de existência.

3.
A propalada defesa, continuidade e avanço – para onde ninguém sabe – do processo de Reforma Psiquiátrica Antimanicomial em curso no Brasil, busca se ancorar na Lei nº 10.216/2001. Mas esta mesma Lei prevê, em seu Artigo 2º - Direitos da pessoa portadora de transtorno mental, o Direito a ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades; E em seu Artigo 4º, especifica: a internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem ineficientes. Por sua vez, a internação psiquiátrica, prevista no artigo 6º, somente será realizada mediante laudo médico, sendo caracterizada como Voluntária, Involuntária e Compulsória. Ou seja, a própria Lei nº 10.216/2001, (mal)utilizada como ponta de lança da desassistência dos agravos que demandam internação, é claríssima na previsão de opções para casos em que o tal "modelo substitutivo" não atende a necessidade do paciente. Apenas um viés inexplicável sob a ótica da ciência e da ética profissional pode justificar a restritíssima interpretação que o CFP reiteradamente faz do texto legal. Violar direitos é impedir que, no leque de oportunidades de tratamento disponível para o usuário do sistema público de saúde, exista a possibilidade de aliar (1) o afastamento temporário do ambiente favorável à manutenção do problema com (2) a intervenção intensiva e qualificada para produzir mudanças no comportamento, nos valores e crenças do indivíduo dependente de drogas.

4.
O Estado brasileiro é laico e democrático, mas não é ateu. As soluções de promoção de saúde, recuperação e ressocialização do usuário de álcool e outras drogas que fazem uso da dimensão espiritual têm legitimidade em um meio social onde a religiosidade é uma forma de estar e viver no mundo. A espiritualidade, religiosa ou não, salva vidas. Não se trata em absoluto de imposição de crença, mas de oportunizar o que faz sim sentido, e muito, para milhares de pessoas que conseguiram reorganizar sua vida sem o abuso e a dependência de drogas. Em nome de que materialismo o CFP generaliza como sendo uma "imposição" todas as práticas que manejam com maestria a potencialidade de recuperação do bom uso da dimensão espiritual? Quem elegeu o CFP como fiscal da moral e da religiosidade da população brasileira, para que venha agora, do alto da sua "ciência" fazer proselitismo ideológico anti-religioso?

5.
 
A idéia de liberdade implícita no discurso do CFP desconsidera a situação de desassistência brutal que vive a população em situação de rua neste país. Os mui falados "serviços substitutivos" dificilmente atendem em horário integral, deixando os pacientes sem apoio e sem guarida no período noturno e nos finais de semana. Cuidar em liberdade é apenas uma frase bonita e conveniente para tentar apagar a hipocrisia e o descaso para com os mais pobres, cujo isolamento e invisibilidade continuarão longe das políticas megalomaníacas do Planalto Central. Internação involuntária e compulsória no Brasil vai continuar existindo, mas somente para quem pode pagar.

6.
As cenas explícitas de uso de drogas, cracolândias, passeatas e festas públicas movidas a álcool e drogas ilícitas, incomodam a população em geral, mas atingem especialmente famílias, suas crianças e adolescentes, indivíduos em formação expostos não apenas a facilidade de acesso ao consumo, mas aos modelos de comportamento que uma pequena parte da sociedade valoriza e deseja ampliar. Ao invés de trabalhar em prol de mensagens claras de prevenção para todos os grupos vulneráveis, e se posicionar contra as parcerias entre as indústrias de drogas lícitas, como o álcool e o tabaco, e órgãos de governo em todas as esferas, o CFP prefere reforçar o mito de que lazer e cultura vão automaticamente, como que por mágica, desfazer o vínculo do usuário de álcool e crack com a subcultura do consumo da droga.

7.
A mística inclui a citação, é claro, dos pólos de exportação dos projetos-piloto em Redução de Danos, Consultórios de Rua, e outros experimentos teórico-práticos sem nenhuma comprovação sistemática de efetividade. A realidade de Recife (PE) é exemplo cabal do despreparo desta política, cuja "rede diversificada de serviços substitutivos" não assegura sequer atenção efetiva, quanto mais cidadania, para a maioria dos usuários e suas famílias que buscam sem sucesso uma atenção adequada em um dos poucos Capsad em funcionamento na capital do estado de Pernambuco. Uma simples visita de inspeção do CFP a um dos equipamentos existentes poderá constatar: insuficiência de pessoal qualificado, unidades com problemas estruturais, ausência de serviços em número suficiente para todos os públicos, em especial mulheres, adolescentes e crianças, ausência de adesão e resolutividade nas práticas adotadas. A sustentação radical desta política – por pura cegueira ideológica – tem gerado uma grande procura por comunidades terapêuticas em todo o Estado. E se, por enquanto, o Estado não está financiando o tratamento ofertado, a pressão pública de fato, não a de ideólogos de plantão, é que vai determinar a mudança de postura.

8.
Quem usa drogas não deve ser NUNCA vizinho, pai, mãe, filho, filha, irmão, irmã, amigo, amiga, parente de alguém, próximo de um membro do CFP. Se tivessem proximidade com a realidade e não com os seus discursos de manual, conheceriam o que qualquer familiar de usuário de drogas já sabe: Em sua busca da próxima dose o usuário pode ser perigoso para si ou para o outro, que tende a contrapor com força redobrada e desatenta ao vínculo emocional que com ele mantém. Ao contexto de urgência vivido pelas famílias, o CFP opina por uma "prévia reflexão necessária", injustificável e ilegítima para conter a violência vivida pelas pessoas que mantêm relações de afeto com usuários dependentes, estas sim, exiladas de toda esperança endereçada a certos conselheiros das políticas públicas.

9.
Talvez fruto de uma visão romantizada pela razão entorpecida, temos novamente de ler o "papo cabeça" de que a "humanidade sempre usou drogas em cerimônias, festas, ritos, passagens e em contextos limitados". A frase é mera colagem de exemplos, que muito a propósito separa indevidamente em dois momentos o que é um conceito antropológico. Não existem "ritos" e "passagens", mas sim "ritos de passagem", conforme formulação de Arnold Van Gennep em sua obra já clássica. Até que o CFP avançou um pouco no seu discurso, deste a divulgação de sua lista de "palavras de ordem", intitulada "Justiça Terapêutica: tratamento não pode ser punição", no início da década passada. Ao menos já considera que o uso sempre ocorreu em contextos limitados. Faltou dizer que eram contextos limitados pelo sagrado, onde o elemento "droga" compunha um conjunto de significados para propiciar uma espécie de costura entre posições e domínios, ordenando contradições e propiciando a passagem ritualizada de uma posição social para outra mais elevada. Mas isto exigiria que se fizesse a leitura prévia da obra "Os Ritos de Passagem", ou de "O Feiticeiro e sua Magia", de Claude Lévi-Strauss, e, sobretudo reconhecer a importância da dimensão espiritual nestes rituais. Para os conselheiros, entretanto, a "sociedade precisa se indagar sobre o significado do consumo que o mundo contemporâneo experimenta e tanto valoriza, buscando entender o uso abusivo de drogas nos dias de hoje e as respostas que tem dado ao mesmo". Mas enquanto esta "sociedade" desejada pelo CFP espera e se indaga sobre o "mundo que experimenta e valoriza" o uso de drogas, outras "sociedades" tentam fazer uma passagem menos dolorosa da infância para a vida adulta, sem valorizar indevidamente o uso de drogas no conjunto da obra.

10.
Em outra de suas generalizações, o CFP escreve que "as sociedades convivem com muitas drogas, lícitas ou ilícitas". Mas faltou especificar exatamente como se dá esta hipotética "convivência" em casos de dependência química ou psíquica que rompem o vínculo social estruturante, colaborando para situações de violência e abuso. Até concordo que as pessoas que usam drogas de forma prejudicial precisam de ajuda, apoio e respeito, mas é óbvio que isto só pode se feito com eficácia, resolutividade e adequação da proposta terapêutica ao padrão de uso. As redes públicas de atenção idealizadas nos gabinetes não garantem para o usuário de álcool e crack nem cidadania nem liberdade. O sonho dourado das ações de redução de danos deixa o cidadão totalmente entregue as suas escolhas impulsionadas pela dependência e, onde se estabelecem laços de solidariedade, estes têm compromisso com a manutenção do problema e não com a sua superação.

11.
Pegando carona nos achados ainda inconclusos de pesquisa nacional em andamento, o CFP reduz a realidade de sofrimento de usuários e familiares a uma mera leitura do fenômeno do uso abusivo de drogas, e nos apresenta como contraposição exatamente uma... leitura, toda sua, de que o aumento expressivo do consumo de crack no Brasil é fruto de uma mera "reação social que instaura o medo e autoriza a violência e a arbitrariedade". A par da "reação" da sociedade que padece dos problemas originados pela ampliação do consumo, e da violência a ele associada, exigindo a instalação de equipamentos de tratamento intensivo que atendam os casos onde os serviços substitutos se mostram ineficazes, insiste o CFP na prática da negação, como o industrial que recomenda que os trabalhadores usem máscaras para lidar com a poluição causada pelo próprio trabalho.

12.
Diverso do que apregoa o CFP, comunidades terapêuticas são dispositivos auxiliares na promoção de saúde. São recursos da rede de suporte que oferecem a assistência que os serviços substitutivos não oferecem. Rompem com a inoperância da estrutura de rede rigidamente proposta pelos supostos "ideólogos" do SUS, buscando atender ao absoluto caos de desassistência e desamparo que vivenciam usuários e familiares em todo o Brasil.

13.

Recife, 08 de outubro de 2011.
E longe da "leitura" tendenciosa de nossos conselheiros, entendo que TODOS os direitos humanos, TODOS os princípios da saúde pública, bem como as deliberações responsáveis e cabíveis, que estejam pautadas na legislação vigente, das Conferências Nacionais de Saúde e de Saúde Mental devem orientar a aplicação e os investimentos públicos na criação das redes e serviços de atenção a usuários de álcool e outras drogas. Qualquer política que proponha agregar outros serviços que apresentem eficácia, e não apenas belas palavras de ordem, atende a demanda da população real, e não a "sociedade da experimentação e valorização" de certas diferenças, que parece fazê-lo em nome de outros motivos ou interesses alheios à ciência e à ética profissional, produzindo um claro desrespeito à comunidade e à saúde de todos.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

AUTORIDADES DEVEM OLHAR MAIS O ASSÉDIO NO FUTEBOL...

'Autoridades devem olhar mais o assédio no futebol', diz Neto

Ex-jogador fala ao 'Direto da Fonte' sobre Copa do Mundo no Brasil, política e pedofilia

24 de outubro de 2011 | 3h 06

DÉBORA BERGAMASCO - O Estado de S.Paulo
Entre Dilma e Ricardo Teixeira, Neto escolhe a presidente para mandar no Mundial de 2014. "Ela é que tem que partir para cima em termos de estrutura para que tenhamos uma boa Copa, porque uma ótima Copa nós não teremos". O polêmico comentarista da Band, que agora ganhou um programa para chamar de seu - O Dono da Bola - acaba de ser convidado para se filiar ao PPS. O ídolo corintiano com quase um milhão de seguidores no Twitter despista: "Agora não é o momento para entrar na política". Se fosse, já teria até bandeira para levantar: "Muita gente usa o poder como diretor, como técnico para usar do benefício sexual com os meninos (da categoria de base)", revela Neto, sugerindo mais atenção das autoridades para isso. A seguir, trechos da conversa.
'Dilma deveria tomar a dianteira. Tem que partir pra cima em termos de estrutura', diz sobre a Copa - Paulo Giandalia/AE
Paulo Giandalia/AE
'Dilma deveria tomar a dianteira. Tem que partir pra cima em termos de estrutura', diz sobre a Copa
Por que não vai para o PPS?
Já recebi convites também do PTB, mas não penso nisso... ainda. Trabalho na TV, tenho um bom salário, estou focado.
Quem tem que mandar na Copa: Dilma ou Ricardo Teixeira?
É a Dilma que deveria tomar a dianteira. Tem que partir para cima em termos de estrutura para que tenhamos uma boa Copa, porque ótima nós não teremos. Adorei a indicação dela para que o Pelé fosse o embaixador do Mundial. Se levar só pelo lado político, vai dar tudo errado. Mas você vê, o Pelé, que não falava com o João Havelange nem com o Ricardo Teixeira, agora está sentado junto conversando. Se não tiver um Pelé encabeçando, é melhor nem ter Copa aqui.
O que você acha da possível demissão de seu colega de emissora Rafinha Bastos, da Band?
Ele foi indelicado, mas tudo tem uma conversa, né? Eu não perderia um talento como ele por causa disso.
Você já foi chamado pela direção da Band pedindo para que pegasse leve?
Já. Mas não foi uma crítica. Me disseram: "Neto, você é comentarista de futebol, não de política ou de polícia". É que, às vezes, eu interagia com o Datena e acabava metendo o pau onde não devia. Mas nunca na Band ninguém me proibiu de falar do Ricardo Teixeira, do Dunga, do Joseph Blatter ou do ministro dos Esportes.
Nem mesmo para mudar o sotaque caipira?
Uma vez marcaram uma consulta com a fonoaudióloga da Band. Ela está até hoje me esperando (risos). O que eu estou tentando fazer é acertar o português. Como estudei até o primário, tenho dificuldades. Faço aula particular uma vez por semana. É conversação.
Como é uma aula de conversação em português?
Não preciso ter um português para empresa, nem fazer redação. A professora me assiste muito na TV, sabe os termos que uso. Às vezes, tenho dificuldades para fazer concordâncias. Já falei "mais maior", "chego", "fazem tantos anos". Hoje já não erro mais o plural. Não terminei os estudos porque fui idiota. Comecei a jogar bola, ganhar dinheiro e ninguém falou o que eu tinha que fazer, nem meus pais.
Por que decidiu fazer a cirurgia de redução de estômago?
Tentei de tudo, tomei até umas bolinhas fortes. Mas engordava tudo de novo. Quando parei de jogar, ganhei mais peso. Tenho 1,74 de altura e pesava 110 quilos. Já eliminei 27.
O que mudou na sua vida depois da operação?
Tudo. Sou mais disposto, brinco com meus filhos, jogo bola no master do Corinthians e meu desempenho sexual e a artrose nos tornozelos também melhoraram. Depois de cinco anos só usando roupa preta e larga, hoje visto calça jeans. Fui a uma festa e coloquei smoking, coisa que não fazia. Como as mesmas coisas, só que em quantidades pequenas.
Enquanto era jogador, você já sofria com sobrepeso. Já pegavam muito no seu pé.
Ainda pegam no meu pé. Hoje me veem magro e perguntam: "Pô, por que você não era assim quando jogava?". Falo: "Não era assim porque eu não queria, ué". As pessoas estão acostumadas a te cobrar pelo que acham que você deve ser.
Mas o excesso de peso não atrapalhava o rendimento?
Ah, atrapalhava. Se eu tivesse a cabeça que eu tenho hoje, teria disputado três Copas do Mundo e nunca fui a nenhuma. Não bebo há 11 anos, não fumo há quase oito.
E essa caixa de charutos e a pinga na estante?
Ah, isso eu ganhei. O charuto eu fumo, só que eu não trago, né? Com a bebida eu parei completamente quando minha filha nasceu. Eu ficava violento quando bebia, sofri acidente, quase morri. Agora, por que não fui para Copa? Fui irresponsável, não me cuidei. Fui considerado duas vezes o melhor jogador do Brasil, fui capitão de quase todos os times que joguei, mas não fui profissional, fui um boleiro que jogou muita bola. Poderia ter jogado no Milan, no Barcelona. Se o Rivaldo, o Romário e o Bebeto jogaram, acho que tinha condições de ter ido também.
Recomendaria uma cirurgia de redução de estômago para o Ronaldo?
O jogador profissional é sempre privado de comer, beber, dormir tarde. Ele tem que pensar na saúde. Ponto. Se eu fosse o Ronaldo, eu faria. Mas ele acabou de parar, deixa o cara ficar de férias.
Nesses anos de futebol, presenciou consumo de drogas?
Muito. Vi muita maconha, cocaína, glucoenergan (composto polivitamínico) na veia. Sem falar na bebida, né? Tenho uma história bonita, a do Alceu. Jogamos na Seleção Brasileira, no Guarani e moramos juntos. Ele sempre gostou de fumar maconha. Eu até já fumei uma vez, quando tinha 17 anos, e nunca mais. Aí as vidas tomaram rumos diferentes e fiquei uns 18 anos sem vê-lo. Soube então que ele viveu durante 11 anos viciado em crack, mas que agora tinha se recuperado. Liguei na hora para ele. Choramos. Há cinco anos ele não usa mais drogas e virou coordenador da fazenda de reabilitação de viciados em Florianópolis. Perguntei qual era o seu maior sonho e ele disse que era voltar a estudar. Hoje pago a faculdade de psicologia. Ele é o melhor aluno, me manda boletim e frequência. O problema é que a maioria dos ex-jogadores não estudou, muitos não souberam aplicar o dinheiro, e quase todos se separaram. Os clubes do futebol brasileiro não orientam os seus funcionários para essas questões, nem sobre as drogas.
Mas tem psicólogos nos Centros de Treinamento.
Ah, não acredito nisso, não. Eu acho que deveria ser uma coisa mais efetiva desde a categoria de base. Vamos citar o Jobson (que assumiu ser viciado em crack). Jogava no Brasiliense, ficou famoso no Botafogo, e ninguém ajudou o moleque? E a Fifa ainda quer afastá-lo do futebol por um ano? Em vez de colocá-lo numa clínica, reabilitá-lo, fazê-lo voltar para o futebol e servir como exemplo, os caras querem acabar com a vida dele tirando o seu emprego.
E a homossexualidade é comum no futebol?
Nas divisões de base sempre teve. E tem até hoje.
Como assim, na base? O jogador deixa de ser gay quando sobe para o profissional?
Não, não falei que os jogadores são homossexuais. O que eu disse é que muita gente usa o poder como diretor, como técnico, como outras coisas, para usar do benefício sexual com os meninos. Foi isso o que eu disse.
Existe isso no Brasil?
Muito.
No Estado de São Paulo?
No Brasil inteiro. Existe bastante. É que essas coisas não são divulgadas, mas quando eu trabalhei como gerente de futebol e quando fui jogador, a gente sabia disso. É velado. Para falar a verdade, é uma coisa muito séria, que o ministro dos Esportes e as autoridades deveriam olhar mais.
Mas as pessoas sabem disso?
Sabem sim, ué. Vou até te explicar: esses meninos, quando chegam nas categorias de base, deveriam ter escola, psicólogo, deveriam aprender sobre esse tipo de coisa, serem orientados mesmo.
Como seria esse assédio sexual? Seria do tipo...
Do tipo, não. Do poder que o cara tem e do menino que chega lá do cafundó do Judas e vem fazer teste em um determinado time. E, muitas vezes, tem que fazer esse tipo de coisa.
Tem que transar com o chefe?
Opa. É isso aí.
Você já foi assediado sexualmente?
Eu não, eu tinha cara de bravo. E com 15 anos já era titular do Guarani. Comecei na base com 11 anos, mas meu pai estava sempre comigo, isso faz toda diferença. As pessoas pegam sempre os meninos desprotegidos, que às vezes não têm dinheiro para comprar um lanche, uma bala. Isso é uma coisa que os dirigentes dos clubes deveriam perceber e fazer uma coisa legal. E não tem problema você ser homossexual, hétero ou bi. O problema é você usufruir de seu poder para ter vantagens sexuais.
Na época, aconteceu com algum amiguinho seu?
Ah, se eu tô falando isso é porque já, né? Mas eu não vou falar.
Por que jogador não assume publicamente ser gay?
Ah, tem um preconceito grande, o cara pode ter medo de perder o emprego, são muitas questões para compreender. Você vê aí o que o coitado do Richarlyson passa. Ninguém sabe se ele é homossexual ou não. Eu mesmo não sei, não o conheço. Mas e o que ele sofre no dia a dia jogando futebol? E o menino é um baita de um jogador extraordinário. Mas será que vale a pena expor a família? Não sei. Eu tenho homossexual na família.
Qual é o parentesco?
Não, não vou falar. E não tem problema, graças a Deus.
Arrepende-se de algo na vida?
A coisa mais horrível que eu fiz foi ter cuspido no rosto do juiz José Aparecido de Oliveira, em 1991. Foi feio demais da conta. No dia seguinte eu queria sumir, desaparecer, não queria ser eu mesmo. Senti vergonha da minha família. As pessoas que te amam, te perdoam. Fui massacrado. E foi merecido. Mas sou tão sortudo que, no mesmo ano, o santo papa veio para o Brasil e anistiou todos os pequenos pecadores. Eu pedi perdão para o José Aparecido ele me perdoou. Depois até o entrevistei. Mas eu não queria que minha filha Luísa soubesse disso na escola. Então cheguei para ela e falei: "O papai cuspiu no rosto do juiz, o papai foi muito sujo e nunca mais fez isso".
Em seu primeiro casamento, você e sua mulher tentaram gravidez por inseminação artificial. Foi com o mesmo médico do Pelé, o Roger Abdelmassih, condenado por assediar pacientes?
Não, não, foi em Campinas. Deus me livre. Olha isso: um dia eu estava deitado no sofá, olhando uma foto minha na parede de quando eu fui campeão pelo Corinthians em 1990. Pensei: "Caramba, conheço aquele cara". Aí levantei, olhei bem e... "Caralho, é aquele fdp daquele doutor!" Ele estava bem do meu lado. Tirei o quadro na hora. E joguei fora.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Ativismo Político do Conselho Federal de Psicologia

 
* Luciano P. Garrido
"Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito
de dizer aos outros o que eles não querem ouvir" George Orwell

O Conselho Federal de Psicologia – CFP perdeu o rumo. Movido por um forte ativismo
ideológico, o órgão passou a negligenciar sua verdadeira missão institucional. A atual
gestão, presidida pelo Sr. Humberto Verona, tem pautado suas ações por uma agenda
política totalmente alheia aos interesses profissionais dos psicólogos.

Leia a partir da fonte: https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=0B0607SBSZ2B-YTI5NThmMmYtYzkxYi00NWQ1LTk4OGUtMDcwZjI3Yjc1OTRm&hl=en_US


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Psicólogos no facebook X Sistema Conselhos de Psicologia/Marta Suplicy

Vejam o que o CRP-SP está fazendo com a "imparcialidade ética da psicologia" e com as contribuições mensais ao CRP. Temos um advogado para entrar com uma ação com vários psicólogos pedindo a restituição de suas contribuições mensais ao CRP. Há mais de 200 psicólogos discutindo estas questões no facebook. Junte-se a estes. Divulguem esta mensagem para os psicólogos que você conhece.



Vejam o que este CRP faz com a anuidade dos seus profissionais:



http://www.pol.org.br/pol/cms/pol/noticias/noticia_090610_002.html


http://www.youtube.com/watch?v=ROLW1-rmjzY&feature=share



Abaixo, nenhuma novidade no Congresso Nacional! O que podemos esperar da psicóloga Marta Suplicy, PT/SP, que trabalha para os Sistemas Conselhos de Psicologia apoiarem o movimento gay?



São estes Projetos de Leis que dão suporte ao CRP-SP, por exemplo, para usar as anuidades dos psicólogos para financiar carros alegóricos nas paradas gays, dentre outras que desconhecemos porque não auditoramos os CRPs e CFP. Precisamos fazer denúncias ao MP - Ministério Público:



PROPOSIÇÕES
Família – Senado
PLS 612/2011 - Marta Suplicy (PT/SP) - 29/9/11
Permite o reconhecimento legal da união estável entre pessoas do mesmo sexo.
•Passa a reconhecer como entidade familiar a união estável entre duas pessoas, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família. Altera a redação do art. 1.723 da Lei nº 10.406/02 (Código Civil)


•Prevê que a união estável poderá converter-se em casamento, mediante requerimento formulado dos companheiros ao oficial do Registro Civil, no qual declarem que não têm impedimentos para casar e indiquem o regime de bens que passam a adotar, dispensada a celebração, produzindo efeitos a partir da data do registro do casamento. Altera a redação do art. 1.726 do CC.


http://www.senado.gov.br/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=102589


= 30/9/11 - Despachado à Com. Direitos Humanos e CCJ


A proposta está na Com. Direitos Humanos aguardando recebimento de emendas por um período de cinco dias úteis.


Psicólogos, entrem no facebook, pois várias outras questões de interesse da classe em defesa da profissão estão sendo discutidas lá. O envolvimento do Sistema Conselhos de Psicologia com o movimento gay é apenas um viés. Existem outras questões bem sérias: WWW.facebook.com Participem do grupo: PSICÓLOGOS DO BRASIL, UNI-VOS! - Em defesa da ciência e da profissão.

Os psicólogos precisam criar uma associação de classe para formar chapas para concorrer às eleições e moralizar este Conselho Profissional. Nenhuma das chapas concorrentes nas eleições passadas conseguiram ser “aprovadas” pela comissão eleitoral. São os mesmos mantidos no poder há mais de 10 anos.

domingo, 19 de setembro de 2010

Juíza alerta para a crise de autoridade na família

31, agosto, 2010
Atilio Faoro

Os pais buscam a Justiça, para suprir a autoridade perdida sobre os filhos
“A educação encontra-se numa encruzilhada: como educar filhos, com os limites e as restrições próprios do processo civilizatório, sem o exercício da autoridade?”

O alerta vem da juíza da 1ª Vara de Família de Petrópolis (RJ), Andréa Pachá, que registra a gravidade da crise de autoridade no interior das famílias brasileiras, em artigo reproduzido na imprensa carioca (O Globo, 22-8-10).

No seu artigo, a magistrada constata: “Um fenômeno recente tem se repetindo com freqüência cada vez maior nas Varas de Família: a busca da Justiça pelos pais, como forma de suprir sua incapacidade de estabelecer limites aos filhos.

Espera-se que um juiz decida em que escola deve a criança estudar, quais ambientes que deve freqüentar, que tipo de música pode ouvir ou a que horas deve voltar para a casa”.

Para a juíza, a confusão de papéis e a falência da família tradicional é evidente. “Verdadeiro paradoxo, pois a mesma sociedade que brada por menos Estado espera que o Estado interfira justamente naquelas relações que deveriam ser exclusivamente privadas. Não é com pesar que se constata a falência da antiga família patriarcal”.

Depois de perguntar “como representar o papel de pai ou mãe sem ônus?” e de afirmar que “não existe geração espontânea de adolescentes bem educados” Andréa Pachá argumenta: ”Valores éticos, morais e comportamentais não são inatos e devem ser transmitidos desde a infância pelos pais, que também devem demonstrar que não se vive em grupo sem ceder à busca desenfreada pelo consumo e pelos prazeres individuais.

A dor e o limite fazem parte. A transferência desta tarefa, primeiro para a escola, depois para os terapeutas e agora para os juízes não parece o melhor caminho. O exercício da autoridade não deve ser visto como ameaça ou retrocesso”.

Fonte: http://www.ipco.org.br/home/nacional/juiza-alerta-para-a-crise-de-autoridade-na-familia?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+ipco+%28IPCO+-+Instituto+Pl%C3%ADnio+Corr%C3%AAa+de+Oliveira%29

domingo, 18 de julho de 2010

O QUE TODO CIDADÃO BRASILEIRO PRECISA SABER

Nas próximas eleições precisamos perguntar aos futuros candidatos que irão administrar a nossa nação:

1) O que eles pensam a respeito das dívidas interna e externa brasileira;

2) Se estiveram no poder público, devemos perguntá-los qual foi a atuação deles junto ao tema e o quanto estão implicados nele;

3) Vamos perguntar também, para todos os candidatos: o que farão para impedir que o Brasil continue pagando as dívidas, pois os cidadãos brasileiros que vem acompanhando o desenrolar destes pagamentos, não querem mais assumir o ônus das dívidas contraídas por seus administradores, enquanto não houver uma auditoria transparente, com publicidade de forma que todos os brasileiros tenham consciência da realidade das dívidas, a partir dos fatos apurados, e possam participar do processo de negociação das dívidas.

Por fim, devemos pedir para os candidatos assinarem um “TERMO DE COMPROMISSO COM OS ELEITORES”, incluindo esta temática nele.


Mas, por que nos preocuparmos tanto com as dívidas interna e externa do Brasil? Vamos pedir aos nossos candidatos às eleições para não cumprirem com os compromissos financeiros assumidos pela nossa nação?

Muitos de nós pensamos que o Brasil já havia pago as dívidas, mas esta não é a nossa realidade! Segundo dados da:

http://www.divida-auditoriacidada.org.br

de onde transcrevi a maioria das informações a seguir, em 2009, 35,57% do orçamento brasileiro foi destinado a pagar as dívidas brasileiras, e suspeita-se de serem indevidas, devido às possíveis irregularidades envolvidas nelas.

Em 31/12/2009 a DÍVIDA EXTERNA atingiu a marca de US$ 282 bilhões e a DÍVIDA INTERNA R$ 2,04 trilhões, que saíram dos recursos que poderiam estar sendo investidos na melhoria das condições de vida do povo brasileiro! E o pior, esta dívida, estranhamente, é crescente! Por mais que o Brasil a pague, ela aumenta!

O endividamento público brasileiro afeta diretamente a nossa vida: enquanto a maioria dos recursos dos nossos impostos é destinado ao pagamento dos juros da dívida crescente, faltam recursos para saúde, educação, segurança, saneamento básico para a maioria do nosso povo, além de investimentos geradores de empregos e outros.

Você já parou para pensar que não precisaria pagar para o seu filho um excelente colégio e nem para você e a sua família uma assistência médica exemplar, além de ter garantida segurança pública e de excelente qualidade? Se você precisa pagar pelo básico, ou se o serviço público é de má qualidade, é porque:

· Na área da Saúde, o Brasil investe apenas 4,64% do seu orçamento - observamos filas de pessoas atendidas inadequadamente ou escolhidas para morrer nos hospitais públicos, por falta de recursos materiais e médicos suficientes. Alguns, labutam para conseguir recursos para pagar um plano de saúde para obter melhor assistência médica;

· Na Educação, o Brasil investe 2,88% do seu orçamento;

· Na Segurança Pública, somente 0,61% - milhares de pessoas são assassinadas por motivos diversos, diariamente, além de sofrerem roubos, assaltos e viverem constantemente em estado de tensão e vigilância, muitas sofrendo com o estresse e ataques de pânico advindos da insegurança pública;

· ...

Para o pagamento da dívida, possivelmente, indevida, o Brasil investiu em 2009, 35,57% do seu orçamento!

Veja no gráfico abaixo, o montante destinado à Previdência Social, que é muito menor que o para a dívida. Compare a dívida com o investimento em outras áreas básicas para a sobrevivência do ser humano:



Viram o quanto o Brasil investe em todas as áreas e a grande fatia destinada às dívidas? Não é estranho esta supervalorização das dívidas? Se a dívida é crescente, provavelmente, este percentual já esteja bem maior e os recursos para as outras áreas vão sendo reduzidos a cada dia, e o povo empobrecendo!

Observamos também que os nossos governantes têm feito minguar o salário dos aposentados para sobrar mais para pagar as tais dívidas! Esta é uma violência sem igual contra os idosos, além de violência estrutural contra os demais do povo, uma vez que o mínimo de investimento é feito em áreas para a sobrevivência básica do ser humano, a despeito da existência de recursos para um maior investimento, mas tais recursos são destinadas ao pagamento das crescentes dívidas externa e interna! O mais perverso, é que este mesmo povo sofrido, é cruelmente sacrificado e levado a pagar, e até mesmo a adiantar o pagamento da dívida que o maltrata!

Num dos artigos da Auditoria Cidadã, chamou-me a atenção o fato:

“Os trabalhadores sempre pagaram a conta para atender aos caprichos do mercado. Na hora da crise, enquanto os culpados recebem ajuda estatal, milhões de trabalhadores estão sendo demitidos em todo o mundo. Basta!” (grifo meu) O povo brasileiro precisa conhecer a verdade sobre as dívidas que paga! A sociedade brasileira precisa exigir o cumprimento da Constituição Federal e realizar ampla e profunda auditoria dessa dívida!

E quem é esse “mercado”?

“Exatamente as mesmas instituições financeiras nacionais, internacionais, multinacionais e empresas transnacionais ... Para pagar a dívida, que é crescente, já entregamos a maior parte das empresas nacionais (Vale do Rio Doce, Telebrás, Eletrobrás, etc.), leiloamos poços de petróleo e a ameaça à soberania é muito grave! “ (grifo meu)

Em minhas pesquisas no site da Auditoria Cidadã, observei também que, estranhamente, o Brasil já antecipou bilhões de dólares para o pagamento de dívidas aos seus credores, em detrimento de atender as necessidades básicas do povo brasileiro, ou seja, aquele que paga as dívidas. Nós não fomos consultados se queríamos antecipar ou não o pagamento destas dívidas!

O Brasil é um dos países mais ricos do mundo, mas os pagamentos das dívidas consomem grande parte do que produz, impedindo que a maioria dos brasileiros tenha vida digna! “Durante décadas a sociedade brasileira vem sendo privada de uma série de direitos porque os sucessivos governos vêm priorizando o pagamento dos encargos da dívida pública que nunca foi auditada, como prevê a Constituição Federal brasileira!”

Já foi feita uma CPI, cujo resultado não foi divulgado por não terem encontrado uma “solução” para as dívidas. Parece que sugeriria o envolvimento de muitos atores “comprometidos” com elas; tantos, que poucos escapariam do envolvimento com a injusta dívida, contraída diante da ignorância do povo sobre o assunto; e o mais grave: é o próprio povo quem tem pago a preço da falta de segurança pública, assistência médica e aposentadorias que não suprem as suas necessidades básicas, e o mais cruel, repito, é que no momento em que mais precisam de recursos financeiros, retiram deles tais recursos para pagar e até mesmo para antecipar o pagamento das dívidas!

Há quem diga que, se o Brasil não pagar a dívida, haverá uma grande crise econômica mundial; outros, dizem que se forem responsabilizados os atores envolvidos num possível escândalo da dívida, não haverá um justo e competente que governe o nosso país, e com isso, poderá surgir um sujeito tipo Hitler para assumir a nossa nação! Mas a AUDITORIA CIDADÃ, de onde retirei estes informativos, declara que países como o Equador, por exemplo, conseguiram uma solução para a dívida, e o Brasil poderá seguir este mesmo caminho, a partir de uma verdadeira auditoria e negociação, com a participação popular.

De qualquer forma, a mídia se calou após a CPI, e nós, até quando nos omitiremos ou “vamos deixar como está e ver como fica”, ou não procuraremos conhecer o tema mais profundamente ou nos calaremos? O fato é que precisamos, minimamente, compartilhar o que chegou ao nosso conhecimento e informar uns aos outros o que está ocorrendo; estudar e conversar sobre o tema é o mínimo que podemos fazer; buscar juntos uma solução será um avanço! O povo paga e não tem conhecimento do que ocorre – isto tudo é muito injusto! Precisamos divulgar estas informações, amplamente, discutindo o tema com os nossos amigos, com os futuros administradores do Brasil que elegeremos e exigir que assumam compromisso sério com o povo brasileiro! Estamos às portas das eleições! A quem confiaremos a administração da nossa nação! Haverá algum justo a quem possamos confiar a administração da nossa nação?

Estou fazendo a minha parte e disposta a dialogar, trocar, buscar uma solução com outros cidadãos! Precisamos estar juntos neste momento sério e delicado! Podemos fazer as nossas pesquisas até mesmo sem sair de casa, pela internet. Parece um primeiro passo a ser dado. Os documentos estão disponíveis não só no site da Auditoria Cidadã, como também nos postados no site do Ministério da Fazenda/Tesouro Nacional e outros. Não sou economista, mas uma cidadã consciente de que precisamos exigir a descontinuidade do pagamento das dívidas brasileira, até que haja uma auditoria transparente, de forma que todos os brasileiros participem ativamente da solução deste drama, independente de quem iremos eleger para nos representar a partir do processo eleitoral. Segundo a Constituição Federal, promulgada em 1988, em seu Art. 1º, Parágrafo único, "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição". (grifo meu)

Você poderá obter todos os documentos e informações necessárias para dar início aos seus estudos através do site:

http://www.divida-auditoriacidada.org.br

Neste site, foi inserida a versão escaneada do Relatório da CPI e tudo o que você precisa saber sobre a dívida interna e externa brasileira. Desta forma, você pode ter acesso imediato aos documentos, bastando dar um click! A auditoria cidadã vem trabalhando ao longo dos anos por todos nós. Compartilho o que recebi deles:

Comissões do Congresso Nacional
Relatórios que investigaram o endividamento

COMISSÃO MISTA DO CONGRESSO NACIONAL - 1989 (Auditoria da Dívida)
Relatório (não votado) - Luis Salomão

Relatório Parcial - Severo Gomes

COMISSÃO MISTA DO CONGRESSO NACIONAL - 1989 (Auditoria da Dívida) Resumo Comentado
Comissão Especial do Senado Federal para a Divida Externa - 1987 Resumo Comentado
Comissão Especial do Senado Federal para a Divida Externa - 1987 Relatório

Podemos criar uma lista de conversação sobre o tema, e trocarmos idéias pela internet. Sugiro que a própria Auditoria Cidadã, a instituição que reuniu tais informações para pesquisarmos crie esta lista para que os cidadãos brasileiros possam colocar as suas idéias, sugestões, e até sejam orientados por estes cidadãos que já labutam nesta causa há alguns anos.

Rozangela Alves Justino

sexta-feira, 30 de abril de 2010

OS PSICÓLOGOS E A CONSTRUÇÃO DAS FUTURAS NORMAS QUE VÃO REGER A SUA PROFISSÃO

PSICÓLOGOS BRASILEIROS EM AÇÃO

Proposições aos participantes da criação de futuras normas e políticas do CFP/ CRPs (Visite o blog: http://psicologosbrasileiros.blogspot.com)

NÃO PERMITA QUE OS PSICÓLOGOS contribuam para com a NATURALIZAÇÃO DA PEDOFILIA, sem se dar conta disso a partir de teses que apresentam palavras com significados diversos.

Termos como: LIVRE EXPRESSÃO DE TODAS AS FORMAS DE ORIENTAÇÃO E DIVERSIDADE SEXUAIS podem dar margem para que a pedofilia seja naturalizada também, como uma das diversas formas de expressar a sexualidade, pois tais expressões parecem incluir a orientação do desejo sexual para com as crianças, como um direito humano.

Vejam o alerta da psicóloga ROZANGELA JUSTINO:
http://psicologarozangelajustino.blogspot.com através dos artigos:

"A „NORMALIZAÇÃO‟ DA PEDOFILIA"

"A RELAÇÃO DO ABUSO SEXUAL COM A VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES E COM A HETEROFOBIA"

"PEDOFILIA: UMA SABOTAGEM AOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES"


PSICÓLOGOS, DEFENDAM A VIDA HUMANA DESDE O VENTRE DA MÃE!

Não pactuem com o assassinato de seres indefesos no ventre de suas mães. MATAR é crime. O aborto é um crime. ASSASSINAR CRIANÇAS NO VENTRE DA MÃE É UMA DAS VIOLÊNCIAS MAIS CRUÉIS QUE EXISTEM CONTRA A CRIANÇA! Normalmente, as mulheres abortam quando o feto está com 10 semanas. Você já viu um bebê com 10 semanas de vida?

O PNDH 3 apoia estas atrocidades, dentre outras expressões que sugerem a imposição da ideologia totalitária, e em nome dos direitos humanos.


Para mais informações:
Se você deseja receber os informativos da psicóloga ROZANGELA JUSTINO envie seu
nome com endereço de correspondência e/ou seu e-mail
para o endereço: CAIXA POSTAL 106.075 – Niterói – RJ CEP 24.230-970 ou para o
e-mail: rozangelajustino@gmail.com

domingo, 25 de abril de 2010

A RELAÇÃO DO ABUSO SEXUAL COM A VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES E COM A HETEROFOBIA



Rozangela Justino[1]

“Pode ser possível enganar todo o povo parte do tempo, ou parte do povo todo o tempo. Mas não enganar todo o povo todo o tempo” (Lincoln)


Desde 1988 até 2009
[2], tanto em meu consultório como nas instituições de apoio a quem voluntariamente deseja deixar a homossexualidade, ouvi relatos de homens adultos sobre como começaram o envolvimento sexual com pessoas do mesmo sexo na infância e/ou adolescência. Assim, este artigo propõe uma breve análise quanto à banalização do abuso sexual de crianças e adolescentes em nossa sociedade e a estreita relação de tal tipo de abuso com a violência contra mulheres e com a heterofobia[3].

A literatura dos movimentos sociais que visam à liberação de todas as formas de expressão e diversidade sexuais (do pansexualismo, passando pela legalização da prostituição de homens e mulheres, até a pedofilia) está cheia de histórias semelhantes às que ouvi durante anos de prática profissional e participação em instituições de apoio a quem deseja deixar a condição homossexual. Por isso, para esta análise específica, foi selecionado o artigo de Welzer-Lang
[4], que reconhece a ocorrência de constantes relações homossexuais na “educação dos meninos”. Estes são obrigados a participar de “brincadeiras sexuais” que incluem a masturbação – às vezes, até com a participação de adultos –, sendo a exposição individual e coletiva de meninos à pornografia o meio de estímulo para excitação mútua.

Welzer-Lang denominou de “A Gaiola da Virilidade” o lugar de risco e abuso em que ocorre a “aprendizagem” sexual entre os meninos, perfeitamente aplicável à cultura masculina brasileira. O autor define o que chama “antecâmara da casa dos homens” como um lugar frequentado, periodicamente, por homens adultos que ocupam o lugar de irmão mais velho do menino - “encarregados de controlar a transmissão dos valores” – como também pedagogos, monitores de esporte, chefes de escoteiros, determinados artistas e outros, inclusive dos líderes religiosos, dos quais não se suspeita. Alguns se fazem presentes fisicamente e outros não, alguns agem através de “mensagens sonoras”, de imagens que podem ser observadas nesse lugar de risco, manifestas, inclusive, através de denominados artistas, cantores, poetas. Para Lang, na cultura de cada vilarejo, independente de classe social, numerosos meninos são abusados, pois entre eles se transmite a ideia de que para ser viril é preciso sofrer. Entendo que esta é uma falsa ideia, pois é como se a virilidade viesse do sofrimento e não fosse parte da natureza do ser humano do sexo masculino. O autor reconhece, ainda, que o iniciado em tais brincadeiras “obrigatórias” entre integrantes do sexo masculino guarda “marcas indeléveis”.

As brincadeiras agressivas que demonstram superioridade física, tais como golpes, socos, pontapés, empurrões e simulação de brigas, são preliminares da pressão constante que leva os meninos a realizarem “brincadeiras sexuais”. Ainda as ofensas, o roubo, a ameaça, a gozação, o controle e a pressão psicológica também fazem parte do repertório para que meninos e adolescentes obedeçam e cedam às injunções e aos desejos de outros iguais. Particularmente, concordo quando Welzer-Lang afirma que esse tipo de relacionamento leva os mais frágeis emocionalmente a se colocarem no “papel de mulher”, enquanto gera agressividade e competição entre os demais. Estes meninos, que se veem como menos frágeis, então, passam a agredir as mulheres como uma forma de negação do receio de se parecer com qualquer uma delas.

Dessa forma, entendo que as “brincadeiras sexuais” na infância possam ser uma explicação plausível para a violência cometida contra a mulher por tantos homens, os quais acabam se deparando com a punição prevista na Lei Maria da Penha
[5].

Parece redundante repetir, mas importa observar que Lang reconhece os reflexos negativos do abuso na vida adulta de quem foi sexualmente abusado na infância, além da possibilidade de os participantes desse tipo de relação reproduzir a violência que sofreram. Isso confirma as estatísticas, que apontam para um grande percentual de abusados entre os autores de abusos sexuais, ou seja, para uma das resultantes mais terríveis deste tipo de violência para a vida adulta, pois o abuso sexual entre meninos se torna uma bola de neve com consequências desastrosas.

As estatísticas mostram que 50% das vítimas de abusos sexuais se tornam autoras de abusos sexuais.
[6] O abuso sexual, sendo praticado de forma violenta ou não, é um tipo de agressão perversa que leva muitos dos abusados a se tornam autores deste ou de outros tipos de abusos, dentre eles a agressão contra mulheres.

Não se pode negar que a maioria dos meninos e meninas passou por esta experiência na infância e/ou adolescência devido à forte cultura abusiva que encontra respaldo na banalização do abuso entre os meninos. Observa-se que muitos homens envolvidos com o abuso sexual desenvolveram problemas como baixa autoestima e sentimentos de inferioridade, sentindo-se como se fossem menos homens que os demais. Além desses, outros aspectos negativos perduram durante muitos anos nessas vidas, caso não recebam acompanhamento de uma rede de apoio, basicamente composta por profissionais, grupos de apoio e mútua-ajuda e religioso, para superarem os seus traumas.


A luta para provar a masculinidade parece continuar ao longo dos anos de vida de muitos homens, ainda que não alimentem as “brincadeiras” com parceiros do mesmo sexo na vida adulta. Já as meninas, acabam nutrindo sentimentos negativos com relação aos homens, de forma generalizada, devido aos abusos que sofreram por parte deles. Além disso, elas também podem repetir os mesmos ou outros abusos com outras meninas e também com os meninos, inclusive na vida adulta, como a pedofilia por parte da mulher. Portanto, é possível concluir que o abuso entre meninos e meninas, de todas as idades, é uma violência com consequências graves para a vida adulta.

Muitos meninos, infelizmente, acreditam no mito de que precisam aprender a sofrer para se “tornarem homens” e acabam aceitando a “lei” dos mais velhos ou dos que já passaram por experiência de abuso sexual. Essa dinâmica se efetiva tanto através das interações homossexuais – quando um subjuga o outro com a “brincadeira” sexual – quanto também através de outras “brincadeiras” envolvendo tapas, pontapés, socos etc. Os meninos subjugados não se queixam dessas agressões para que a sua masculinidade não seja questionada.

Segundo Lang, ao mesmo tempo em que os meninos sentem prazer nestes encontros coletivos, em que um tenta se relacionar com o outro como se fosse mulher, há uma constante luta para provarem a própria masculinidade entre si. Observo que, normalmente, os meninos relatam prazer sadomasoquista “nas brincadeiras sexuais” (= abuso sexual); porém, o fato de sentirem prazer não significa ausência de consequências negativas para a vida adulta tanto daqueles meninos que desenvolveram alguma forma de homossexualidade como também para os que mantiveram a heterossexualidade.

Na verdade, os abusos sexuais nem sempre são atos agressivos, como já foi dito antes, e os meninos não podem impedir o prazer deste tipo de aproximação. Assim, pelo fato de terem sentido prazer, alguns homens se enganam pensando que “são” homossexuais e não que “estão” homossexuais. Isso se explica porque somos seres sexuados e os contatos físicos carinhosos podem nos estimular de forma a sentirmos prazer. Contudo, uma vez ocorrido o abuso, outros sentimentos negativos também podem aflorar, simultaneamente, desses contatos, tais como nojo, medo, dor, culpa, inferioridade, impotência, fragilidade, raiva, sensação de estar fazendo algo errado, inadequado, e outros.

Defendo a hipótese de que o prazer que essas relações abusivas podem produzir, principalmente quando não ocorrem da forma violenta clássica, mas velada, – por isso, mais perversa – somado ao fato de serem parte das “brincadeiras” masculinas em vestiários, banheiros de escolas, playgrounds, shoppings e outros lugares, isto é, onde quer que pessoas do sexo masculino, de todas as idades, estejam juntas com outras neste mesmo tipo de interação, explica o empenho do movimento da liberação sexual. Tal movimento parece fazer coro com o movimento do amor erótico entre adultos e crianças
[7] para naturalizar o consentimento da relação sexual entre pessoas de todas as idades; especialmente na infância, quando as crianças estão descobrindo suas partes genitais e são estimuladas, precocemente, a entender o seu funcionamento.

O lobby desse movimento social, no Congresso Nacional, e a triste realidade da sua presença no Ministério da Educação através da “educação para a livre expressão da orientação e diversidade sexual, sem discriminação e preconceito”, pode ser claramente observado. Em meu entendimento, esta é uma forma perversa de inverter valores: fazer parecer natural e boa a relação sexual abusiva e pervertida entre crianças, de adolescentes com crianças e de adultos com crianças/adolescentes.

Welzer-Lang revela muitas verdades, as quais se confirmam tanto na história de pacientes quanto na de apoiados dos ministérios de apoio aos que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade. Os homens envolvidos nos jogos sadomasoquistas podem agredir fisicamente as mulheres e também abusar sexualmente delas, tanto na vida adulta quanto na infância e/ou adolescência. Meninas que já assistiram cenas de agressividade masculina, ou que já foram agredidas e/ou abusadas sexualmente, podem alimentar uma aversão a homens – muitas, inclusive, se unem na luta contra os homens heterossexuais. Tal fato explica a união dos movimentos sociais feminista com o de gays e lésbicas para o extermínio do homem macho heterossexual, conforme afirma o Dr. Sócrates Nolasco. O ódio generalizado aos heterossexuais sugere uma enfermidade social que precisa ser reconhecida pela OMS – Organização Mundial da Saúde – como mais um tipo de transtorno dentre os ligados à fobia.

Cabe ressaltar que, nesse contexto, várias crianças e adolescentes abusados que não puderam se defender ou não foram protegidos na ocasião em que ocorreu o abuso, nutriram sentimentos de ódio e fizeram planos de vingança para a vida adulta. Não tendo recebido tratamento para os seus traumas, acabam por se estranhar com a fobia ao heterossexual. Um desses planos de vingança se evidencia na criação de movimentos políticos que visam o extermínio compulsório da heterossexualidade devido à aversão ao sexo oposto, o que se denomina heterofobia. Esta é também uma tentativa inócua de combater a violência de homens contra mulheres, uma vez que não combate o abuso sexual contra a criança e o adolescente, nem a sua naturalização. Como foi visto, a heterossexualidade não é a causa da violência de homens contra as mulheres; antes, a sua origem está na normalização da cultura homossexual abusiva, que ocorre, principalmente, entre os seres humanos do sexo masculino a partir da infância.

Neste trabalho, então, buscamos evidenciar a relação entre a banalização do abuso sexual de crianças e adolescentes e a estreita relação desse tipo de abuso com a violência contra mulheres e com a heterofobia. Um simples olhar mais atento e acurado sobre os movimentos sociais e leis concernentes, principalmente quanto à livre expressão sexual, revela a intrínseca relação entre tais assuntos, bem como a pertinência do que aqui foi exposto.

Ressalto, portanto, que o movimento de apoio aos que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade e os movimentos sociais que objetivam a liberação sexual diferem, essencialmente, em seus objetivos: enquanto estes visam à liberação e livre expressão sexual, inclusive de crianças e adolescentes, invertendo a realidade ao declararem que a “heterossexualidade compulsória e a homofobia” são as causas da violência contra mulheres e homossexuais, aquele diz NÃO AO ABUSO SEXUAL, especialmente ao abuso homossexual entre meninos, de adolescentes com os meninos e, principalmente, de homens com meninos/adolescentes. Assim, o movimento de apoio ao ser humano de todas as faixas etárias, tanto do sexo masculino quanto do feminino, levanta a BANDEIRA da união de todos pelo fim da cultura da banalização do abuso sexual.

A sabedoria popular diz: “Mais depressa se pega um mentiroso que um coxo”.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

JUSTINO, Rozangela Alves. Câmara dos Deputados. Deputado Federal Henrique Afonso. A “NORMALIZAÇÃO” DA PEDOFILIA. Brasília: Centro de Documentação e Informação - Coordenação de Publicações, 2008.

MANUAL SOBRE CRIMES DE ABUSO SEXUAL INFANTIL: para promotores de justiça. Rio de Janeiro: PGJ, 2004.

NOLASCO, Sócrates. De Tarzan a Homer Simpson: banalização e violência masculina em sociedades contemporâneas ocidentais. Rio de Janeiro:Rocco, 2001.

WELZER-LANG, Daniel. Estudos Feministas. vol 9, N.2. A construção do masculino, dominação das mulheres e homofobia. Santa Catarina: CFH/UFSC, 2001.

WWW.ABRACEH.ORG.BR


[1] Rozangela Alves Justino é Psicóloga (CRP 05/4917), especializada em Psicologia Clínica e Escolar/educacional. Pós-graduada em Psicodrama e Psicopedagogia, possui, ainda, treinamento em EMDR (Terapia do Estresse Pós-traumático). Cursou a especialização em Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência Doméstica/PUC-RJ.

[2] Desde 2009, fui proibida, por determinação do CFP – Conselho Federal de Psicologia –, de apoiar pessoas que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade. Tenho mantido a posição de obediência ao Conselho Profissional até que meu processo seja anulado na justiça comum, e as autoridades reconheçam a minha liberdade constitucional e humana de continuar a realizar tais atendimentos.

[3] Fobia ao heterossexual, à heterossexualidade.

[4] WELZER-LANG, Daniel. Estudos Feministas. vol 9, N.2. A construção do masculino, dominação das mulheres e homofobia. Santa Catarina: CFH/UFSC, 2001.

[5] É a Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, que cria mecanismos para coibir e proibir a violência contra a mulher.
[6] Manual sobre crimes de abuso sexual infantil: para promotores de justiça. Rio de Janeiro: PGJ, 2004, p. 9
.
[7] NAMBLA é uma associação americana que tenta naturalizar a relação sexual entre crianças e adultos em todo o mundo e parece já ter filial no Brasil. Na Holanda já existe, inclusive, partido político pedófilo.

A "NORMALIZAÇÃO" DA PEDOFILIA

Este artigo é uma publicação da Câmara dos Deputados Federais. Centro de Documentação e Informação Coordenação e Publicações. Brasília, DF, 2008. Faz parte de uma coletânea de artigos que o Deputado Henrique Afonso-AC reuniu no livro: EM DEFESA DA VIDA E DA FAMÍLIA, Em maio de 2008.

A “NORMALIZAÇÃO” DA PEDOFILIA
Por Rozangela Justino
[1]

Segundo o “Manual sobre crimes de abuso sexual infantil: para promotores de Justiça” (2004: 9):
• Uma criança é sexualmente abusada a cada 4 segundos;
• Uma em cada 3 garotas e 1 em cada 4 garotos são abusados sexualmente antes dos 18 anos;
• Somente uma em cada 4 garotas e 1 em cada 100 garotos têm o abuso sexual denunciado;
• 50% das vítimas se tornam abusadoras;
• Durante uma vida, um pedófilo ativo abusa, em média, de 260 crianças ou adolescentes.

Visto que abusar é não respeitar limites, o abuso sexual ocorre quando os limites da sexualidade individual são desrespeitados, desqualificados, minados, abalados, desconstruídos, destruídos, banalizados e diversificados, sendo a livre expressão sexual liberada. Além disso, estudiosos e profissionais que atendem autores e sobreviventes de abuso sexual declaram que, paralelamente a este, sempre houve ou há ocorrência de outros tipos de violência como o abuso psicológico, o abuso físico, o abuso de autoridade, o abuso de poder, o abuso espiritual e a traição da confiança.

COMO A PEDOFILIA É VISTA PELA OMS

Em sua atual publicação da CID 10 – Classificação Internacional das Doenças –­, mais especificamente na Classificação dos Transtornos Mentais e de Comportamento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui a PEDOFILIA (F 65.4) entre os Transtornos de Preferência Sexual (F-65), juntamente com o fetichismo (F 65.0), transvestismo fetichista (F 65.1), exibicionismo (F 65.2), voyeurismo (F 65.3), sadomasoquismo (F 65.5), transtornos múltiplos de preferência sexual (F 65.6); outros transtornos de preferências sexuais (F 65.8) e o transtorno de preferência sexual, não especificado (F 65.9). A PEDOFILIA é então definida como: “... preferência sexual por crianças, usualmente de idade pré-puberal ou no início da puberdade;... preferência por parceiros sexuais adultos, mas que, por serem cronicamente frustrados em conseguir contatos apropriados, habitualmente voltam-se para crianças como substitutos”. (Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento, CID-10: 215)

Os transtornos mentais e comportamentais apresentam-se acompanhados de um ou mais transtornos diversos, primários ou secundários, sendo os primários os mais importantes. Em pessoas acometidas pelo transtorno de preferência sexual pedofílica, por exemplo, a mesma pode ser primária ou secundária a um ou mais dos transtornos de preferência sexual já citados acima e/ou aos seguintes transtornos:
· de identidade sexual: transexualismo (F- 64.0), transvestismo (F 64.1), transtorno de identidade sexual na infância (F 64.2);
· psicológicos e de comportamento associados ao desenvolvimento e orientações sexuais (homo, hétero e bissexual): transtorno de maturidade sexual (F 66.0), orientação sexual egodistônica (F 66.1); transtorno de relacionamento sexual (F 66.2); outros transtornos de desenvolvimento psicossexual (F-66.8); transtorno de desenvolvimento psicossexual, não especificado (F 66.9);
· mentais e de comportamento (do F-00 ao F-99), tais como: transtorno obsessivo-compulsivo; de dependência emocional; os esquizoafetivos; os de hábitos e impulsos; os de conduta não socializada, etc.

COMO E ONDE OCORREM OS ABUSOS SEXUAIS

O abuso acontece na interação entre duas ou mais pessoas, sempre envolvendo crianças e adolescentes. Geralmente, o abusador é mais velho ou mais forte que a vítima e exerce alguma forma de autoridade ou poder sobre ela, o que mina os controles individuais de forma a parecer que a criança, assim como o adolescente, consentiu e quis ser abusada(o). Tal ato pode ser violento, porém ocorre mais comumente pela sedução e estímulo do abusador sobre a vítima, de forma a fazê-la sentir-se responsável pelo acontecido. É necessário que se desfaça o mito de que o abuso sexual ocorre somente quando há contato físico, visto que renomados estudiosos e profissionais consideram até mesmo as palavras com conotação sexual, ditas de forma a seduzir o outro ou a causar constrangimento, também uma forma de abuso, gerando conseqüências negativas à saúde mental do vitimado. As imagens sensuais ou eróticas apresentadas em programas e propagandas de TV, Internet e outros meios de comunicação, além das manifestações culturais em músicas, poesias, artes, moda e toda outra forma imaginável que possa levar crianças e adolescentes a se excitarem sexualmente são tipos de abusos sexuais.

Quanto aos locais em que tais atos ocorrem, devem-se destacar com especial atenção os banheiros públicos, de shoppings, cinemas, rodoviárias, aeroportos, igrejas, escolas, universidades, lanchonetes, restaurantes e outros, especialmente os banheiros masculinos. Ao longo de minha prática profissional, tenho ouvido muitos relatos, principalmente de adolescentes, quanto à exposição dos órgãos genitais nos mictórios, sem cabines individuais, o que oportuniza desde o toque até a realização de “brincadeiras” sexuais. Por tal facilidade, muitos têm elegido banheiros como “pontos de pegação homossexual”, e muitos pedófilos cometem ali tais abusos sexuais homossexuais contra jovens. Muito tenho ouvido de homens compulsivos por essas práticas em banheiros públicos masculinos; por isso, tenho insistido em que se tome como medida preventiva a construção de banheiros com divisão individual, como nos femininos, que impede a entrada de mais de uma pessoa por vez, com portas voltadas para a vista do público, além da vigilância quanto à presença de crianças e adolescentes no recinto. Alguns lugares, como grandes shoppings, já têm investido nestas construções, criando até o “espaço família”, para que os pais acompanhem seus filhos pequenos, mas ainda há muito para se fazer e a participação do setor público se faz de grande importância.

Apesar do Manual para Promotores de Justiça mostrar uma estatística baseada em denúncias, o silêncio ainda impera entre os sobreviventes dos abusos sexuais, especialmente quando estes ocorrem dentro do próprio lar. Por outro lado, muitas pessoas abusadas não têm consciência dos abusos que sofreram devido à banalização de tais atos, como, por exemplo, as brincadeiras com conotações sexuais constrangedoras, tomadas como “naturais”, ou que fazem parte da cultura ou são impostas para serem naturalizadas. Tudo isso sugere que o número de pessoas abusadas sexualmente seja muito maior do que o apresentado no Manual, e os próprios promotores têm consciência desta realidade.

O QUE CARACTERIZA O ABUSO

Instituições de apoio ao ser humano e à família, como o Observatório da Infância (antiga ABRAPIA - Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e a Adolescência), profissionais, estudiosos e teóricos, dentre eles Furniss, Azevedo, Guerra, Fahlberg, Galvão, Buck, Forward, Zwalen, Cukier e outros (ver bibliografia no fim deste trabalho), concordam que há abuso sexual quando uma criança ou adolescente é manipulada(o) por algum adulto, pessoa mais forte ou cinco anos mais velha que ela(e) através de oferta de recompensas, presentes, carinho, afeto, privilégios, etc, e/ou é obrigado(a) através de ameaças físicas ou verbais a:
· despir-se parcial ou totalmente;
· deixar tocar em seus órgãos genitais (pênis, vulva);
· masturbar-se ou participar com adulto em masturbação;
· contemplar a nudez total ou parcial de outra pessoa;
· participar de ato sexual normal, oral ou anal;
· assistir a filme, ver revista, foto ou site que contenha cenas de sexo explícito entre pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto envolvendo objetos, animais ou qualquer outro elemento estranho;
· ser protagonista de filme ou foto pornográfica, na companhia de outra criança, adolescente, adulto, animal ou fazendo uso de objetos ou outro elemento estranho;
· participar de conversas abertas sobre sexo para despertar o interesse sexual ou chocar;
· receber telefonemas obscenos;
· incluir no abuso sexual flagelação, tortura e surras;
· ver pornografia para estimular a curiosidade e/ou mostrar como o autor deseja que seja praticado o sexo.

Em Sobrevivência Emocional – as dores da infância revividas no drama adulto, Rosa Cukier cita alguns outros teóricos que também consideram abuso sexual quando a criança ou adolescente:
· é intimidada(o) sexualmente através de situações em que viu, ouviu coisas que não quis ou não pôde entender, sentindo-se envergonhada(o), como ouvir ou observar as relações sexuais dos pais, por exemplo;
· é considerada(o) por sua mãe/madrasta mais importante que o seu pai/padrasto; é considerada por seu pai/padrasto mais importante que a sua mãe/madrasta, o que faz com que esta criança/adolescente sinta-se o “marido ou a esposa” na relação familiar e não o filha(o), enteada(o);
· tem seu corpo admirado de tal forma que seu pai/mãe ou padrasto/madrasta chegam a verbalização seu desejo de ter outra idade para namorar ou casar com esta criança, dizendo-a (o) melhor, mais esperta(o), bonita(o) e capaz que o próprio cônjuge;
· tem sua higiene pessoal feita por adulto mesmo em idade e condições de realizá-la sozinha (o), sob qualquer pretexto;
· não recebe informação sexual adequada a sua idade ou as recebe distorcidas ou mesmo em excesso para sua faixa etária. Ex. A menina que não sabe o que é menstruação, que pensa que beijar engravida, a criança/adolescente a quem foi dito que a masturbação causa lesões físicas, que aprendeu coisas para as quais ainda não estava preparada (o) e não podia compreender por ser muito pequena(o), o que lhe causou confusão, medo, etc;
· é tão pequena(o) que não compreende a intenção sexual, mas percebe algo no comportamento do adulto que lhe faz sentir vergonha, lesa sua auto-estima e traz sentimentos de conseqüências terríveis para o seu futuro, passando a se sentir fadada(o) a um destino trágico.

O ESTÍMULO SOCIAL À PEDOFILIA

As crianças podem ser estimuladas sexualmente quando, involuntariamente, assimilam de modo subliminar os conceitos e valores advindos da liberação sexual. A estimulação vem de propagandas e marketing de produtos que são associados a imagens sensuais e sexuais observadas através de filmes, outdoors, periódicos, teatros e até mesmo nos programas e propagandas envolvendo crianças e adolescentes, além das manifestações culturais produzidas especialmente para elas.

No calendário cultural do país, já foram incluídas diversas manifestações populares que incluem naturalmente cenas sensuais, de simulação de sexo (explícito ou não) sem censura, nas quais participam crianças e adolescentes. São imagens advindas da música, da poesia, das artes plásticas, até do Carnaval e das passeatas gays. Tais manifestações 'culturais' podem ser assistidas abertamente e, além da livre manifestação sexual dos participantes, as imagens têm divulgação muitas vezes simultânea pela mídia. Em uma observação mais detalhada, poderíamos, então, afirmar que há na sociedade uma forma de aceitação da pornografia ao vivo. O modo como periódicos, revistas e mesmo livros escolares abordam as imagens de pessoas nuas ou semi-nuas e a exposição dessas imagens nas bancas de jornais, sem controle do conteúdo, também chega a ser abusiva, mesmo porque é um comércio realizado inclusive junto a escolas. As crianças e adolescentes levados a assimilarem esses comportamentos como normais também podem assimilar que esta é a maneira adequada de se comportarem no contato físico na relação abusiva.

Também não se pode deixar de citar o incentivo fornecido pelo próprio Estado quando este distribui cartilhas “educativas” a crianças e adolescentes nas escolas, orientando-as quanto ao comércio do sexo, e ao defender a inclusão pelo Ministério do Trabalho da prostituição como categoria profissional.

Esses estímulos criam uma certa passividade social e cultural com relação às mais diversas formas de abusos, sem mesmo que se tenha a consciência de os estar sofrendo ou praticando, ainda que de forma sutil. Certamente, autores de abusos aproveitam tal passividade para se estimularem sexualmente, estimulando também possíveis futuras vítimas.

CARACTERÍSTICAS DOS PEDÓFILOS

Os autores de abusos sexuais estão presentes em todas as classes sociais, etnias, religiões e profissões, independente da orientação sexual homossexual ou heterossexual. São pessoas de aparência normal como empresários, políticos, profissionais da área da saúde ou educação, escritores, artistas, donas-de-casa, de alto ou baixo poder aquisitivo. Podem ser adultos que mantêm atividades sexuais com outros adultos, mas que em determinadas situações abusam de crianças e adolescentes. São imaturos emocionalmente e podem cometer os abusos freqüentemente ou não, quando incapazes de adotar linhas de comportamento sexual adulto; apresentam conflitos matrimoniais; insatisfação sexual; baixa auto-estima; abuso de álcool e outros tipos de drogas; são ansiosos e inseguros e temem as relações sexuais com adultos por medo de não estar à altura do parceiro(a) e por receio de sofrer críticas ou rejeição. Por isso, relacionar-se com crianças lhes dá segurança, pois controlam a situação e podem se apresentar como pessoas experientes que ensinam coisas ‘muito importantes’ para a vida de suas vítimas, racionalizando os abusos sexuais e atribuindo-os às circunstâncias em que foram produzidos. Os pedófilos costumam afirmar que a vítima não é a criança, mas eles próprios, e interagem com as crianças como se elas fossem maiores de idade. Porém, também cabe observar que algumas pessoas, movidas por interesses políticos e econômicos, têm se envolvido em abusos e exploração sexual de crianças e adolescentes como uma grande oportunidade de mercado, contribuindo para o aumento do crime organizado para este tipo de violência contra crianças e adolescentes.

CONTEXTUALIZANDO: UMA ABORDAGEM POLÍTICA PARA UM PROBLEMA DE SAÚDE MENTAL, SOCIAL E LEGAL

Os contextos social, grupal e individual em que ocorrem os abusos influenciam-se mutuamente. Querendo ou não, todos nós estamos envolvidos com o abuso sexual que acontece nos lares e nas comunidades nacional e internacional.

Teóricos como Judith Butler
[2], do movimento da desconstrução social, também denominado “queer”, composto pelos movimentos homossexual, feminista e o da revolução científica, juntamente com anarquistas, anti-sociais, satanistas e todos os outros opositores do atual sistema de crenças e valores sociais, especialmente dos valores cristãos, já declaram que o incesto é um tabu que precisa ser desconstruído e que as relações sexuais entre pais ou familiares com as crianças e os adolescentes devem fluir livremente, sem censuras, pois as proibições não passam de “tabus” criados pelo sistema patriarcal e pelo que denominam “normatividade compulsória heterossexual”. Tais movimentos sociais, especialmente os movimentos pró-homossexualismo e feminista, estão empenhados em aprovar Projetos de Leis no Brasil para garantir “os seus direitos”, ou seja, a legalização da diversidade e da livre expressão da orientação sexual. Seus argumentos para a implantação de políticas públicas antidiscriminação têm sido a dos assassinatos de homossexuais em função da sua orientação sexual e os direitos das mulheres sobre o próprio corpo. No entanto, o Brasil é um dos países mais tolerantes quanto ao movimento pró-homossexualismo, a discriminação e o assassinato de pessoas, inclusive de crianças ainda no ventre materno, com altas taxas em toda a população, em especial entre os de baixo poder aquisitivo, os negros, além de crianças e adolescentes que têm sido as principais vítimas da violência.

Participando de conferências e congressos de gays e lésbicas, já presenciei os próprios ativistas declararem quanto ao seu empenho em aprovar as leis de “políticas antidiscriminação” para depois, então, aprovarem “outras”, pois querem que sejam legalizadas todas as formas de expressão sexual, visto que “o importante é ser feliz”. Parece que a livre expressão da orientação sexual envolvendo crianças e adolescentes está incluída na diversidade sexual tão proclamada por estes movimentos sociais!

Embora, no Brasil, estes movimentos sociais estejam empenhados em aprovar leis para avançarem em seus direitos, estudiosos já pontuam que os mesmos estão se divertindo com os efeitos do seu movimento desconstrutor na sociedade, ou seja, com a subversão, desordem, desestabilização e criação de novos conceitos e valores, inclusive familiares, abalando os alicerces já estabelecidos, onde a destruição pessoal e a do seu próximo parecem inclusas. Mostram ter perdido o sentido pleno da vida e propõem uma cultura de morte (morte dos valores sociais, da dignidade humana, da garantia de direitos individuais que tanto apregoam). É possível que esse seja um movimento de revolta identificado com autores de abusos que agora queira destruir a humanidade a partir da liberação sexual, onde o abuso já faz parte do repertório.

Esses movimentos sociais são financiados pelos países desenvolvidos, que desejam o domínio político e econômico dos países em desenvolvimento, tais como o Brasil, a partir do controle demográfico. A grande preocupação destes países é com a “política do alimento”, e apoiar o desconstrutivismo é uma das estratégias para reduzir a população e alimentar os países que têm mais poder político e econômico em relação aos demais. Assim, temos uma abordagem política para um problema que deveria ser de saúde social e mental, como podemos perceber nas observações abaixo:

O abuso sexual gera um problema de saúde mental, especialmente porque uma fase do desenvolvimento humano foi desrespeitada. Por sermos seres sexuados, a criança não pode evitar o estímulo sexual quando forçada a um desenvolvimento fálico prematuro. A criança é uma pessoa estruturalmente dependente de cuidados físicos, emocionais e, muitas vezes, o único afeto significativo que recebe é por parte do autor do abuso, podendo ser esta a razão para a cumplicidade da criança com seu abusador, observada em muitos casos. Por outro lado, a criança que recebe sexo em vez de carinho pode sentir-se tão confusa e culpada que pareça se insinuar sexualmente quando, na verdade, procura afeto. A responsabilidade pelo abuso é do autor, e não da criança, pois ainda que “pareça” querer seduzir, a criança precisa ser orientada pelo adulto que este comportamento não é apropriado para a sua faixa etária. Os limites da relação podem não ser observados, pois há freqüente dificuldade em separar o afeto do sexo na relação com crianças e adolescentes por parte do autor do abuso sexual, que pode ser uma pessoa com facilidade para lidar com crianças, que demonstre afeto especial e tenha acesso fácil a elas.

Este é um problema de saúde mental porque tanto autores quanto vítimas de abusos podem guardar dentro de si uma criança ferida – autores de abusos sexuais podem ter sido vitimados e, ao se identificarem com quem abusou deles, podem também se tornar perpetradores de abusos. No processo de intervenção, todos devem ser tratados, apoiados: autor, vitimado, família e apoiadores – profissionais, conselheiros espirituais, família, amigos. Devido à complexidade do problema, exige-se para o trabalho uma equipe interdisciplinar e multiprofissional.

Enquanto problema social e legal pelo envolvimento do crime organizado com finalidades políticas e econômicas internacionais, o trabalho necessita ser realizado em parceria com o poder público, do Ministério Público aos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo; das autoridades ao indivíduo, todos devem participar da discussão e ações preventivas quanto ao abuso sexual. A impotência diante do abuso sexual sugere que toda a sociedade possa estar implicada com este assunto e enfermada por ele. Os abusadores sociais, com finalidades políticas e econômicas, podem sentir gozo diante da possível aceitação e naturalização do abuso sexual, mas na verdade o que ocorre é a manipulação social por um movimento que lucra com apetites sexuais desenfreados de muitos adultos vitimados, sobreviventes dos abusos sexuais e que não foram tratados, que acabam se deixando levar por este movimento usurpador que não respeita nem mesmo as crianças e os adolescentes como pessoas em processo de desenvolvimento.

Nunca se falou tanto em proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes e nem as autoridades e a população se sentiu tão impotente; possivelmente também pela falta de definição e identificação contextualizadas, dificultando a tomada de medidas de prevenção dos abusos sexuais, haja vista que as próprias “manifestações sócio-culturais” abordadas anteriormente já terem sido absorvidas pela sociedade. Pode parecer redundante, mas é preciso muita atenção para que se identifique um possível crime organizado com o intuito de nos educar a aceitar o abuso sexual como natural, sendo seus principais mentores que manipulam pessoas através do poder político e econômico, possivelmente para o controle de população. Além disso, em países onde a diversidade sexual e a livre expressão da orientação sexual já se encontram legalizadas, como a Holanda, além de associações há também partidos políticos declaradamente pedófilos.

Em síntese, o abuso sexual contra a criança e o adolescente envolve saúde mental, saúde social e é um problema legal porque pode gerar confusão mental na vítima de tal forma que ela experimente um misto de repulsa, raiva, ódio, aversão pelo autor do abuso, ao mesmo tempo em que deseja a sua proximidade, pois o abuso sexual pode excitar, dar prazer e viciar. Por essas razões, a vítima poderá sentir-se culpada por não ter conseguido impedir o prazer no abuso, além de ser atraída para um círculo vicioso, uma espécie de ritual que acontece na relação abusador/abusado, parecendo para ela desejar mais e mais o abuso, como se uma força maior a envolvesse nisso. Esse é o efeito perverso da lavagem cerebral para a naturalização do abuso sexual, que leva perpetradores e perpetrados pelo abuso a uma interação aditiva que alimenta o comportamento pedofílico, cujo agravante pode chegar à exploração sexual, em que o abuso sexual se torna uma máquina de fazer dinheiro.


OUTROS EFEITOS DO ABUSO

O abuso sexual causa depressão, baixa auto-estima, insegurança, desestabiliza as relações familiares e sociais, gera desconfiança em todas as relações, causa impotência sexual, frigidez, fobias, pânicos diversos, homossexualidade, aborto, morte, além da própria pedofilia e transtornos sexuais, comportamentais, relacionais e afetivos diversos.

Apesar da sexualidade estar sendo tão debatida, nunca vimos na história da humanidade pessoas com tantas dificuldades em lidar com ela, por vezes podendo ser confundidas com animais irracionais por manterem relações sexuais em qualquer lugar, de qualquer maneira e com qualquer pessoa ou ser vivo, mesmo um animal, ou objeto! Como se não bastasse, a propaganda de estimulantes do apetite sexual e as cobranças para que se tenha muito desejo e desempenho faz com que as pessoas considerem natural a resposta sexual em todos os ambientes em que se encontram. Assim, cresce a cultura da morte, onde mais e mais pessoas, especialmente os jovens, não se importam com as ISTs - Infecções Sexualmente Transmissíveis, Aids e bactérias, a praga mais atual, advindas da sodomia (relações sexuais anais). Tudo isso pode gerar morte física, emocional e espiritual dos protagonistas envolvidos nos abusos sexuais. Os laboratórios farmacêuticos também lucram com medicamentos para estimular o apetite sexual, coquetéis para infecções sexualmente transmissíveis, aids e bactérias mortíferas, além de ansiolíticos, antidepressivos e todos os medicamentos utilizados na psiquiatria.

A minha hipótese é que, na atualidade, 100% da humanidade sofreu ou sofre abuso sexual nos diversos moldes aqui descritos, enquanto que, de acordo com o Manual para Promotores de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, 50% ou mais dela é autora de algum tipo de abuso sexual, como inclusive reconhecem alguns promotores de Justiça com quem já tive a oportunidade de trocar informações.

Hoje, conter o abuso sexual é um grande desafio para a sociedade implicada diretamente com os abusos, escravizada por ele, atendendo assim aos já citados interesses políticos e econômicos por trás desta violência que tem como pano de fundo o controle demográfico, ou seja, a solução para o problema de alimentação dos países desenvolvidos (também chamados do Norte), através da escravização sexual dos países em desenvolvimento (denominados do Sul, “O quintal do Norte”) e sua conseqüente degradação moral, sexual, espiritual e, por fim, destruição e morte.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Art. 227 da CF/88 declara que todos somos considerados responsáveis por colocar as crianças e os adolescentes a salvo de formas de exploração, violência e crueldade contra a eles, e o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente - coloca como dever de todos (família, sociedade, poder público) denunciar, inclusive suspeitas de abusos sexuais, ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público. Porém, denunciar por si só não se tem apresentado eficaz para conter o abuso sexual propriamente dito, o que URGE é a realização de um trabalho de conscientização do que fora aqui exposto a pessoas físicas e jurídicas, grupos sociais, à sociedade como um todo, envolvendo as autoridades e o poder público em geral na prevenção de abusos sexuais, pois todos nós estamos implicados em tal situação, somos responsáveis por denunciá-la e tratá-la, além de agir preventivamente para não sermos minimamente coniventes e co-autores de abusos sexuais praticados contra nossas crianças e adolescentes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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CLOWES, Brian – Os Fatos da Vida – um guia indispensável para as questões da vida e da família. DF: Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, 1999, 540 p.

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FAHLBERG, Victoria. Fatores que Influenciam o Risco de Violência Doméstica. Rio de Janeiro. Publicação Interna do Departamento de Serviço Social da PUC – Rio, 1996.

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ZWAHLEN, Isabel – Abuso Sexual. São Paulo: Bompastor, 1996, 85p.
[1] Rozângela Alves Justino é graduada em Psicologia (CRP 05/4917), especialista em Psicologia Clínica e Escolar-educacional, cursou a especialização em Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência Doméstica, PUC-RJ, é pós-graduada em Psicodrama e Treinamento em EMDR (Terapia do estresse pós-traumático). Desde 1985 apóia sobreviventes de abusos sexuais, dentre eles, desde 1988, os que voluntariamente desejam deixar a atração pelo mesmo sexo. Em janeiro de 2004, criou a ABRACEH -Associação de Apoio ao Ser Humano e à Família.

[2] Judith Butler, feminista e ativista ‘queer’, é uma das teóricas desconstrutivistas de maior influência no atual cenário sócio-político a defender inclusive argumentos em defesa das relações incestuosas.

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